O achado de quem leu até o fim
Origem cripto
A CoreWeave não nasceu como nuvem de inteligência artificial. Fundada em 2017 em Roseland, Nova Jersey, por Michael Intrator, Brian Venturo e Brannin McBee, ex-operadores do mercado de energia, a empresa se chamava Atlantic Crypto e minerava Ethereum com fileiras de placas gráficas. Em 2019, com a mineração sem margem, o trio renomeou o negócio para CoreWeave e alugou as mesmas placas como poder de processamento para quem precisava de nuvem.
Você acabou de ler que a dívida de US$ 50 bilhões testa o modelo. Vale lembrar que a lógica nunca mudou: comprar hardware caro, alugar o acesso e apostar que a demanda cobre a conta antes do ciclo virar. A diferença é a escala: em 2019 eram placas de mineração ociosas, hoje são data centers inteiros financiados a crédito. O registro da virada está no documento que a empresa arquivou para abrir capital em 2025.
Fonte: Prospecto S-1 da CoreWeave, SEC, 2025